Cresce o número de pessoas com HIV em Arapiraca, AL, revela Ministério da Saúde

O HIV (Human Immunodeficiency Virus) é um vírus infecta e causa a destruição de células de defesa do organismo.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018

O HIV (Human Immunodeficiency Virus) é um vírus infecta e causa a destruição de células de defesa do organismo.

Com a progressão da doença, ocorre a falência do sistema imunológico e o indivíduo passa apresentar um maior risco de infecções e tumores. Nesses casos, a infecção pelo HIV passa a apresentar manifestação clínica e o indivíduo acometido apresenta SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

Segundo o Ministério da Saúde, há cerca de 630 mil pessoas com SIDA no Brasil. As vias de transmissão do vírus são: relação sexual, compartilhamento de seringas para uso de drogas endovenosas, compartilhamento de alicates, acidentes pérfuro-cortantes ocupacionais, transmissão vertical (da mãe para o feto) e transplantes.

Apesar da gravidade da doença, o diagnóstico da infecção pelo HIV deixou de ser uma sentença de morte. Ainda que ainda não haja cura, o surgimento da terapia XX aumentou muito a expectativa e qualidade de vida dos infectados. E com o avanço das pesquisas, há uma tendência de melhorar cada vez mais…

História da infecção

Fase aguda: Após ser infectado, o indivíduo pode apresentar quadro febril, o qual pode estar associado a aumento nos gânglios (“ínguas”), dores nos músculos, dor de cabeça e dor na garganta. Este quadro normalmente se resolve de forma espontânea. Nesta fase, o diagnóstico é muito difícil porque as manifestações clínicas são inespecíficas e podem aparecer em infecções virais comuns. Além disso, alguns pacientes não apresentam sintomas.

Fase da falência imunológica: Após um longo e variável período de tempo, normalmente entre 2 e 20 anos, o sistema imunológica vai sendo progressivamente deteriorado e começam a aparecer os sinais clínicos. Estes são inúmeros, mas os mais comuns são: febre, diarréia de longa duração, candidíase oral (“sapinho”), pneumonia, emagrecimento acentuado, câncer de pele, infecções do sistema nervoso central, etc.

Exames e diagnósticos
O diagnóstico é realizado com a utilização de dois testes positivos com metodologias distintas. Geralmente, os testes utilizados investigam a presença de anticorpos anti-HIV. É importante salientar que, após a infecção, o indivíduo pode demorar de 2-12 semanas para produzir anticorpos detectáveis no sangue. Este período é chamado de janela imunológica, há risco podem portanto ocorrer resultados falso-negativos, isto é, o indivíduo está infectado, mas os testes são negativos.

Tratamentos e prevenções

Infelizmente, ainda não existe cura.
As medicações existentes reduzem a carga viral (“quantidade de vírus circulante”) e elevam o número de células de defesa. Ocorre redução na progressão da doença e menor risco de infecções e tumores relacionados a SIDA.

Monitorização terapêutica

Deve-se periodicamente avaliar a carga viral e quantidade de células de defesa. De posse destes exames, o médico assistente poderá avaliar, juntamente com a clínica do paciente, a resposta terapêutica e, se necessário, ajustar as medicações. O tratamento contempla também estratégias para a prevenção de infecções oportunistas, com vacinas, medicamentos e cuidados gerais.

Conclusão

A relação sexual desprotegida é a principal via de transmissão do HIV. O uso de preservativo é meio altamente eficiente de evitar infecção pelo HIV. Nos indivíduos que fazem uso de drogas injetáveis, recomenda-se não compartilhar seringas e buscar ajuda para tratamento da dependência química.
Nas gestantes infectadas, existem exames que estimam o risco de transmissão do vírus para o feto. Além disso, há medicações que reduzem este risco de transmissão.

Ainda que a infecção pelo HIV seja grave, o diagnóstico precoce com tratamento adequado aumenta bastante a expectiva e qualidade de vida do paciente infectado.

Dr. Marley Gonçalves
(médico patologista clínico)

Médico Patologista Clínico e Professor de Patologia Clínica da UFAL


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